O que este gerador de senhas faz
Esta versão em português usa a Web Crypto API — especificamente crypto.getRandomValues — para criar senhas aleatórias com rejeição de viés modular. Isso significa que cada caractere tem exatamente a mesma probabilidade de aparecer, algo que Math.random() jamais garante. 100% no navegador — seus dados nunca saem do seu computador. Sem uploads, sem rastreamento, sem logs em servidor. Ao contrário da maioria dos geradores online, aqui não há requisição HTTP com sua configuração: a senha existe apenas na sua aba. Você vê a entropia em bits em tempo real, em vez de um vago "forte" ou "fraco". Para quem precisa criar uma senha aleatória forte — seja para um gerenciador de senhas, uma chave SSH ou um token de API — o medidor de entropia mostra exatamente quanto espaço de busca o invasor enfrentaria. Conforme recomendado pelo OWASP — Password Storage Cheat Sheet, comprimento importa mais do que complexidade forçada.
Recursos
- Aleatoriedade criptográfica. Usa
crypto.getRandomValuescom rejeição de amostras para eliminar o viés modular presente em geradores ingênuos.Math.random()não é seguro para senhas — nunca use. - Medidor de entropia em bits. Calcula e exibe a entropia real em bits conforme você ajusta o comprimento e o charset. Valores acima de 70 bits são adequados para a maioria dos casos; 128+ bits para chaves de longa duração.
- Charset configurável. Ative ou desative minúsculas, maiúsculas, dígitos e símbolos de forma independente. O gerador recalcula o espaço de busca instantaneamente para você ver o impacto de cada toggle.
- Exclusão de caracteres ambíguos. Opção para remover 0, O, 1, l e I — úteis quando a senha precisa ser lida em voz alta ou digitada manualmente, como em painéis de servidor sem copiar-colar.
- Modo sem repetições consecutivas. Evita sequências como 'aaa' ou '111', tornando a senha mais legível sem reduzir significativamente a entropia na maioria dos comprimentos práticos.
- Comprimento 8–128 caracteres. Suporta de 8 até 128 caracteres. Para senhas mestras de gerenciadores como Bitwarden ou 1Password, recomendamos mínimo de 20 caracteres.
Como usar o gerador de senhas
Ajuste as opções, clique em Gerar e copie. Para automação, você pode reproduzir a mesma lógica no terminal ou em scripts.
- Escolha o comprimento. Arraste o controle ou digite o valor. Para uso cotidiano, 16 caracteres com todos os charsets já entrega mais de 100 bits de entropia.
- Selecione os charsets. Ative letras, números e símbolos conforme o que o sistema de destino aceita. Sites legados às vezes rejeitam alguns símbolos — desative-os sem medo de perder segurança se compensar no comprimento.
- Gere e copie. Clique em Gerar senha. O botão Copiar coloca a senha na área de transferência sem exibi-la em históricos de formulário.
- Verifique a entropia. Observe o medidor de bits. Se estiver abaixo de 60 bits, aumente o comprimento. Para chaves de disco ou SSH, mire em 128 bits ou mais.
- Automação via terminal. No bash:
openssl rand -base64 12gera 12 bytes aleatórios codificados em base64. Em Python:import secrets, string; ''.join(secrets.choice(string.ascii_letters+string.digits) for _ in range(16)).
Casos de uso comuns
- Senha mestra para gerenciadores. Use 20+ caracteres com todos os charsets. É a única senha que você precisa memorizar — invista em comprimento. Se precisar de texto de placeholder para testar formulários de cadastro, o [gerador de lorem ipsum](/pt/lorem-ipsum-generator/) pode ajudar.
- Chaves SSH e passphrases de disco. Servidores em Curitiba ou Rio de Janeiro com acesso remoto precisam de passphrases robustas. Gere 32+ caracteres, copie direto para
~/.ssh/configou para o gerenciador de chaves. - Tokens de API e webhooks. Quando o serviço não gera o token automaticamente, você precisa criar um seguro. Use 32 caracteres alfanuméricos para evitar problemas de encoding em headers HTTP.
- Contas temporárias de teste. Registros em fóruns, sandboxes de homologação ou ambientes de QA exigem senhas únicas. Gere uma descartável em segundos sem reutilizar credenciais de produção.
- Credenciais de banco de dados. Senhas de PostgreSQL, MySQL ou Redis em produção devem ter pelo menos 24 caracteres aleatórios. Evite palavras de dicionário — um ataque de força bruta contra 128 bits levaria tempo geológico.
Perguntas frequentes
Minha senha é enviada para algum servidor?
Não. Todo o processamento acontece no seu navegador via Web Crypto API. Nenhuma requisição de rede é feita durante a geração. Você pode desconectar o Wi-Fi e o gerador continua funcionando normalmente — o que confirma que não há comunicação externa.
Por que usar crypto.getRandomValues em vez de Math.random()?
Math.random() usa um gerador pseudoaleatório determinístico, não projetado para segurança criptográfica. Um invasor que conhece o estado interno pode prever saídas futuras. crypto.getRandomValues usa a fonte de entropia do sistema operacional, adequada para geração de segredos.
Qual é o comprimento ideal para uma senha segura?
O NIST 800-63B recomenda priorizar comprimento sobre regras de complexidade forçada. Uma senha de 16 caracteres com charset completo tem mais de 100 bits de entropia — muito além do que ataques de força bruta conseguem alcançar com hardware atual. Para chaves de longa duração, use 20 ou mais.
Excluir caracteres ambíguos torna a senha menos segura?
Sim, mas o impacto é pequeno: remover os ~5 caracteres ambíguos reduz a entropia em cerca de 5–10 bits. Basta aumentar o comprimento em 1–2 caracteres para compensar. Vale a troca quando a senha precisa ser lida ou digitada manualmente.
Passphrase ou senha aleatória — qual é melhor?
Depende do uso. Uma passphrase de 4 palavras comuns tem cerca de 44 bits de entropia (log₂ de 200.000⁴), enquanto uma senha aleatória de 12 caracteres alfanuméricos chega a 71 bits. Para memorização, passphrases longas são mais práticas; para tokens e chaves, prefira senhas aleatórias geradas aqui.
Como armazenar as senhas geradas com segurança?
Nunca salve em arquivos de texto simples ou em notas sem criptografia. Use um gerenciador de senhas como Bitwarden, 1Password ou KeePassXC. O armazenamento seguro de hashes no lado do servidor está descrito no OWASP — Password Storage Cheat Sheet, com recomendações para bcrypt, Argon2 e scrypt.